A saúde do seu coelho anão

Duas vacinas muito importantes:
1º- A Doença Hemorrágica Viral (DHV)...
É uma doença infecto-contagiosa causada por um calicivírus, que afecta os Coelhos.
A DVH é altamente contagiosa, transmitindo-se quer por contacto directo, quer indirecto (através de objectos contaminados, roedores e insectos).
Os objectos contaminados se não forem lavados e desinfectados podem ser uma fonte de contágio mesmo após a eliminação dos animais doentes.
Os animais afectados morrem muitas vezes sem apresentar quaisquer sinais clínicos, outras vezes apresentam sintomas neurológicos (incoordenação, excitação) e por vezes hemorragias pelo nariz ou outros orifícios naturais. Os sintomas manifestam-se cerca de 48 horas após a infecção.A mortalidade pode variar entre os 50 e 100%. Os coelhos que sobrevivem à doença permanecem como portadores e podem continuar a excretar vírus durante aproximadamente um mês.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controlo de insectos e objectos contaminados.
Os coelhinhos podem ser vacinados a partir dos dois meses de idade e devem fazer um reforço um mês depois. As revacinações são normalmente anuais.
2º-A Mixomatose...
É uma doença infecto-contagiosa que afecta os Coelhos (leporídeos) e causada por um poxvírus denominado fibroma de Shope.
O vírus transmite-se por contacto directo, mas principalmente através de vectores (como por exemplo, mosquitos ou pulgas). Os insectos que se alimentam de sangue, podem manter o vírus activo durante meses e disseminar facilmente a doença.
Ter cuidado com:
Pasteurelose
Os coelhos respiram pelo nariz quase exclusivamente, o que significa que qualquer obstrução à passagem de ar na cavidade nasal leva ao aparecimento de alterações respiratórias.
A causa mais comum de patologia respiratória em coelhos é uma doença infecciosa denominada Pasteurelose. A Pasteurella multocida é uma bactéria comensal, ou seja, habita normalmente no organismo e torna-se perigosa quando as defesas imunitárias estão diminuídas (como por exemplo em situações de stress, ou no decurso de outras doenças).
Os sintomas de pasteurelose podem evoluir em dias, causando alterações principalmente respiratórias, mas pode também aparecer abcessos e infecções do aparelho reprodutor (nomeadamente abortos, infecções uterinas, orquites e mamites) e em situações mais graves septicemia (que é uma infecção generalizada) e mesmo a morte.
As infecções respiratórias decorrem normalmente de uma forma crónica ou subclínica, vulgarmente sob a forma de rinite, mas podem também ocorrer pneumonias, alterações oculares e mesmo otites.
Os abcessos que frequentemente aparecem em coelhos, independente da sua origem (quer por alterações dentárias quer por feridas ocasionais) estão muitas vezes contaminados por esta bactéria, que devido às suas características infecciosas e dependendo da localização dos abcessos pode levar a alterações importantes dos tecidos em redor da infecção, nomeadamente a destruição de tecido ósseo.
A prevenção da pasteurelose é a melhor forma de combater a doença. E passa por medidas simples, como reduzir ao mínimo situações de stress/medo para os coelhinhos, evitar contacto com coelhos “suspeitos”, prevenir o aparecimento de outras doenças que possam fragilizar a sua saúde e, por último, a vacinação.
O tratamento da infecção por pasteurella, depende da forma sob a qual esta se manifesta (através da forma respiratória ou sob a forma de abcessos), mas é sobretudo importante para alcançar o sucesso terapêutico, que este seja iniciado o mais cedo possível! Por isso é necessário estar atento a alterações apresentadas pelo coelhinho, já que, devido muitas vezes à sua natureza tímida e discreta, estas alterações podem facilmente passar despercebidas.
Após a picada pelo insecto contaminado, os sintomas podem aparecer entre cinco dias a uma semana.
Os sinais típicos são edemas generalizados, principalmente em redor da cabeça (olhos e orelhas), disseminando-se rapidamente por todo o corpo.
A doença é na maioria das vezes fatal. A morte pode ocorrer entre 48 horas a duas semanas após o aparecimento dos sinais clínicos.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controlo de insectos.
Os coelhinhos podem ser vacinados a partir de um mês de idade e devem sofrer revacinações semestrais.
A patologia dentária...
Em coelhos é muito comum. As causas destas alterações podem ser muito variadas, mas estão invariavelmente relacionadas com o facto dos coelhos apresentarem durante toda a vida dentes de crescimento contínuo. A dentição é composta por 28 dentes, para além dos incisivos, que se podem observar facilmente, têm também pré-molares e molares.
Devido às características anatómicas da boca dos coelhos, estes últimos não são fáceis de visualizar. Os incisivos são utilizados para cortar o alimento enquanto os molares e pré-molares servem para moer a comida e reduzi-la a pequenos pedaços. O desgaste dos dentes faz-se através da mastigação e pelo contacto entre dentes.As causas de problemas dentários são muito variadas: podem ser hereditárias, congénitas ou adquiridas (por deficiências durante o crescimento, dieta inadequada ou por trauma).
As alterações de dentes nem sempre são fáceis de diagnosticar. Por vezes os sintomas são apenas ligeiras alterações do comportamento, como comer ou beber menos e mudanças de hábitos alimentares. Devido à sua natureza tímida e discreta, os coelhos não manifestam de uma forma evidente a dor ou mal-estar, por isso muitas vezes quando nos apercebemos das alterações, estas podem estar a decorrer já de uma forma crónica e podemos estar perante inflamações e infecções graves (abcessos das raízes dentária com envolvimento ósseo) e que dificultam muito o tratamento e podem mesmo resultar em alterações irreversíveis.
As alterações dentárias (devido ao relacionamento dos dentes com outras estruturas anatómicas), podem levar a patologias como o aparecimento de abcessos (com localização variável de acordo com os dentes afectados), rinites, sinusites, alterações oculares e alterações neurológicas.
O tratamento de patologia dentária em coelhos depende das alterações observadas.
É necessário um exame oral completo (que pode implicar anestesia para permitir uma inspecção cuidada da cavidade oral) e recorrendo a exames auxiliares (como radiografias) para auxiliar numa decisão terapêutica.O tratamento varia de uma simples correcção de um sobrecrescimento de dentes, a excisão de abcessos, remoção dos dentes afectados e outros procedimentos de acordo com o grau de envolvimento de outras estruturas da cabeça.
O sucesso terapêutico está sempre relacionado com o diagnóstico precoce de patologia dentária mas também do tipo de dentes afectados e das alterações já presentes.
Bolas de pêlo
Os coelhos são muito asseados, por isso lambem muito o pêlo, e por vezes engolem quantidades do mesmo.
Como não têm capacidade de vomitar como os gatos, no seu estômago forman-se bolas de pêlo.
Para isto não acontecer,escove o seu coelho, principalmente a cada 3 meses, que é quando se dá a mudança de pêlo, dê muito feno, e solte-o diariamente.
Hipotermia
Os coelhos não devem tomar banho nem tanto molhar-se, porque são muito sensíveis a variações de temperatura.
Durante a altura do calor devem estar á sombra, sem perigo de haver efeito de estufa. De preferência ponha um azulejo no chão da gaiola para o coelho poder se deitar sobre ele, desta forma estabiliza melhor a temperatura do seu corpo.
Perigos caseiros
Uma casa inofensiva para si nem sempre o é para o seu coelho. Existem 2 situações que muitas vezes provocam a morte de coelhos e que podem bem ser evitadas:
- Um dessas situações diz respeito ao perigo de electrocução em fios elétricos. Os coelhos são animais muito curiosos que exploram constantemente o território, nomeadamente roendo os diferentes tipos de materiais que estão ao seu alcance. Se um desses materiais for um fio eléctrico então podem morrer. Proteja por isso os fios que tem espalhados pela casa, cobrindo-os com calhas ou introduzindo-os nos cabos para fios.
- Outra situação comum é a ingestão de plantas tóxicas, podendo causar morte por envenenamento. As suas plantas decorativas podem ser fatais para o seu coelho. No caso de não o serem, então o seu coelho é que será fatal para as plantas. Como tal é conveniente afastar o coelho das plantas e vice versa.

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